Geração Y e as exigências do mundo corporativo

Em minhas experiências com jovens, eu sempre fico admirada com a fome deles de vencer.

Autor: Lisia Beraldo
Uma ambição sem limites. Respostas prontas e firmes quanto ao futuro: vou ser rico, vou ter meu próprio negocio, quero ser gerente e daí para mais.

O que é mais preocupante é que eles querem alcançar o topo pulando os degraus. Não há como fazer isso sem passar por experiências que será à base do seu conhecimento. É como fazer um bolo e não colocar os ovos para andar mais rápido, a massa não vai prestar.

Afinal como vão atuar como gestores e saber conciliar os conflitos que surgirem nas equipes?

Por isso é necessário desenvolver a maturidade profissional.

Essa impaciência, esse entusiasmo devem ser acompanhados de conhecimentos técnicos, de engajamento profissional, parcerias e muito aprendizado.

O caminho a trilhar necessita de persistência, flexibilidade, colaboração e autoconhecimento.

Muitos praticam o preconceito. Não querem aprender com os “velhos” de casa.

É preciso abrir a mente. Ter a capacidade de ouvir e estar aberto ao aprendizado.

Aceitar um feedback e fazer da crítica um ponto positivo e um desafio. Quem se adaptar vai evoluir e crescer na empresa. Mas o caminho é longo. Não podem desistir diante das barreiras e nem ficar trocando de emprego como se troca de roupa.

Essa geração é o futuro do país e as empresas têm feito esforços contínuos para prepará-los diante das exigências do mundo dos negócios. Não basta ter diploma. É preciso ter habilidades, competências, atitudes, ação e muita inteligência emocional.

E isso requer prática. Lidar com pessoas tem sido o dilema mais difícil até hoje. Como equilibrar e conciliar as prioridades da empresa e os interesses dos colaboradores?

Esses empreendedores serão bons líderes se souberem aproveitar seus talentos pessoais e intelectuais aliados ao objetivo da empresa. Incorporar uma postura desafiadora perante a realidade.

E a realidade não tem a ver com esperteza, caminhos fáceis, desvios para chegar mais rápido ao topo.

Fonte: O Debate

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Escolha profissional pode ser mais fácil com orientação

É comum jovens terem dúvidas na hora de escolher profissão, mostra pesquisa | Foto: Reprodução / Internet

Do NE10

Escolher a profissão que vai seguir é um dos momentos mais sérios e importantes da vida de um adolescente. Nesta época do ano, é comum que muitos estudantes do ensino médio já tenham feito suas escolhas, sejam elas realmente definitivas ou não. Uma recente pesquisa aplicada pela Trajeto Consultoria entre alunos do 3º ano de colégios particulares do Recife apontou que cerca de 40% dos jovens têm pouca ou nenhuma informação sobre o perfil do profissional e do mercado de trabalho no âmbito da carreira que pretendem seguir e, ainda, que menos da metade (cerca de 46%) conhecem os cursos pelos quais têm interesse.

A sondagem concluiu que, apesar da grande oferta e das múltiplas possibilidades de acesso a informações sobre as principais carreiras do mercado, o principal meio utilizado pelos jovens para a escolha da carreira ainda é informal: 75% dos estudantes escolhem a profissão por meio de conversas com amigos e/ou parentes.

Veja outros dados apontados pela pesquisa:

Desde criança, Tacyana Melo, de 17 anos, sabia que queria ser advogada. Não porque os pais impuseram ou por influência de algum parente ou amigo. “Foi a única área que me identifiquei plenamente”, conta. Antes de bater o martelo, Tacyana fez vários testes vocacionais e participou de encontros de orientação com psicólogos da escola. Mas nem assim a dúvida deixou de asssombrá-la. “Tenho muito medo de não me identificar com o curso ou com a profissão mais tarde porque tenho certeza de que não vou ter coragem de desistir”.

Para a psicóloga Rafaella Cursino, a orientação profissional é de fundamental importância para que o jovem possa fazer uma escolha consistente. “Claro que não temos garantia nenhuma do futuro; a escolha por determinada profissão também é uma aposta. Mas, se você faz essa opção calcada em bases sólidas, você está minimizando alguns eventuais riscos que possam surgir”, afirma Rafaella.

De acordo com a especialista, a escola tem papel fundamental nesse processo de escolha. “A escola tem um papel importantíssimo na orientação profissional, ela é responsável por convocar o jovem a pensar sobre a profissão, o mundo do trabalho e mostrar essas opções aos estudantes”, acredita. “E aí é importante deixar claro junto aos pais até onde o trabalho da escola deve ir, para eles saberem se for o caso de procurar uma ajuda mais específica quando os filhos persistem na dúvida”.

Segundo dados da pesquisa, a deficiência ou ausência de informação sobre as profissões produz como consequência a falta de motivação para estudar e conseguir êxito no vestibular. “Quando você sabe o que quer, fica mais fácil se dedicar e conseguir um bom resultado”, afirma Tacyana, que, além das aulas no colégio, faz também matérias isoladas. “É uma rotina bastante exaustiva e um período cheio em que você abdica de muitas coisas. Chego em casa todos os dias às 23h, e essa semana já perdi duas festas de 15 anos das minhas amigas, mas sei que, no final, tudo vai ter valido a pena”, diz a estudante.

Do total de 278 estudantes pesquisados pela Trajeto, somente 40% cumprem seus horários de estudo, 65% admitiram se dispersar em casa e somente 35% consideram ter um bom desempenho escolar. O resultado da pesquisa foi publicado no www.trajetoconsultoria.com.br

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL Pensando em dar conta de toda essa demanda que muitas vezes sobrecarrega as instituições de ensino, a Trajeto Consultoria desenvolveu uma metodologia própria de orientação profissional, que auxilia o jovem a decidir seguramente sobre a profissão que deseja seguir. “O programa conta com seis encontros, distribuídos em três estapas. Primeiro, ouvimos a família para saber das expectativas em relação ao jovem e depois o próprio fala de suas preferências, habilidades e aptidões. Diferente dos testes vocacionais, que focam em oferecer um resultado – quase sempre vago – sobre a profissão que mais combina com o aluno, a orientação profissional trabalha com um papel ativo do jovem, no qual ele entrevista profissionais das áreas pelas quais se interessa, conhece aquele mercado de trabalho e, o principal, ele mesmo escolhe a profissão que mais lhe parece adequada ao seu perfil”, explica Rafaella.

Fonte:  NE10

Carreira em 1º lugar

Candidatos a estágio dão prioridade ao aprendizado, não ao salário

20 de agosto de 2010 | 21h 25 Larissa Linder,
Especial para o Estado – O Estado de S. Paulo

Ganhar um bom salário é algo que ninguém recusaria, mas para a maioria dos jovens que está à procura de estágio isso não é prioridade. Mais de 40% deles estão mais preocupados com o aprendizado, segundo levantamento feito pelo Estadão.edu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). E um índice alto de entrevistados (37,6%) rejeitaria uma oportunidade de trabalho caso não a julgasse ideal para a carreira (veja abaixo).

Segundo o superintendente de Operações do Ciee, Eduardo de Oliveira, os jovens deixam a questão financeira em segundo plano porque sabem que o estágio é o melhor meio de inserção no mercado. “Nossas pesquisas comprovam que 64% dos estagiários acabam sendo efetivados.”

A prioridade dada à experiência prática pode ser até prejudicial. Quase 15% dos estudantes disseram que aceitariam uma oportunidade de estágio que interferisse nos estudos. A professora da ESPM Débora Delboni acredita que, na prática, esse porcentual seja maior. “Em uma pesquisa, eles tendem a ser mais certinhos. Mas canso de ver alunos aceitarem estágio no horário de aula, prejudicando o desempenho acadêmico.”

Aluna do 4º ano de Engenharia de Computação da PUC-Campinas, Tuane Quintella, de 21 anos, admite que não pensaria duas vezes: “Se a oportunidade me fizesse aprender, não recusaria”, diz. “A gente dá um jeito na faculdade, negocia.”

Danilo Silva, de 22, aluno do 4º ano de Engenharia Agrícola da Unicamp, cogitou atrasar a formatura para fazer estágio, já que seu curso é integral. “Perguntei a RHs de empresas, mas me aconselharam a terminar a faculdade e depois tentar um trainee”, conta Danilo, que decidiu adiar o início da vida profissional.

Para a professora Tânia Casado, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, Danilo fez o certo. “Os estudantes não se dão conta de que, para aprenderem com o estágio, precisam da base da universidade”, diz Tânia, especializada em gestão de pessoas nas organizações.

Os entrevistados ficaram divididos entre manter-se no mesmo estágio até a formatura ou passar por empresas diferentes – uma pequena maioria optou pela primeira alternativa. Oliveira, porém, não tem dúvidas a respeito: “O momento da faculdade é de experimentação do mercado. É positivo passar por empresas diferentes.” / COLABOROU PAULO SALDAÑA

Fonte: O ESTADÃO

A nova entrevista de trabalho

Vanessa Vieira, de Você S/A
Terça-feira, 17 de agosto de 2010 – 10h37

Getty Images - Processo seletivo ficou mais longo e mais rigoroso. Agora, os recrutadores querem saber como você se comporta no ambiente de trabalho e, principalmente, fora dele

SÃO PAULO – Se você quer mudar de empresa ou participar da seleção de uma grande companhia, prepare-se. A entrevista de emprego ficou mais complicada.

Descarte as velhas respostas prontas para perguntas como “Por que você quer esse trabalho?” e “Onde você se imagina daqui a cinco anos” e acostume-se à ideia de contar aos entrevistadores sobre sua vida pessoal e características de personalidade que vão muito além do tradicional “Fale-me sobre seus principais pontos fortes e fracos”. Antes, interessava ao empregador conhecer o currículo do candidato e as experiências profissionais que pudessem contribuir para o desempenho do funcionário no cargo pretendido.

“O PRINCIPAL ERRO QUE UM CANDIDATO PODE COMETER É NÃO CONHECER A CORPORAÇÃO, NOSSA CULTURA. COM TANTA INFORMAÇÃO DISPONÍVEL NA INTERNET, ISSO DEMONSTRA PREGUIÇA E FALTA DE INTERESSE” Cícero Barreto, diretor comercial e de marketing da Omint

O processo era mais rápido e o nível de conhecimento sobre a personalidade, o caráter e o comportamento do candidato era avaliado de forma superficial.

Essas dimensões eram consideradas importantes, mas não havia uma predisposição para escarafunchar esses tópicos na entrevista de emprego. Hoje, isso mudou. As empresas, principalmente as grandes corporações, estão mais exigentes na hora de contratar.

A análise do currículo está mais criteriosa, o processo de seleção ganhou mais etapas e ficou mais longo. Isso se deve ao aumento do número de competências que são verificadas.

Em média, o candidato a um posto de nível médio deve estar preparado para enfrentar uma bateria de seis entrevistas, feitas por gestores dos diversos departamentos que vão interagir com o novo funcionário.

“A contratação para um posto gerencial tem durado cerca de dois meses, para um posto de direção, em torno de seis meses e para a presidência, até dez meses”, afirma Mariá Giuliese, diretora executiva da Lens & Minarelli, consultoria de recolocação.

As competências pessoais e os valores das pessoas se tornaram determinantes para a contratação. Informações sobre história de vida, visão de mundo, crenças e desejos passaram a fazer parte das entrevistas. A ideia é saber o quanto o perfil do candidato está alinhado à cultura da empresa.

Segundo a Society for Human Resource Management, entidade que reúne profissionais e consultorias de RH nos Estados Unidos, hoje, 54% dos recrutadores baseiam sua decisão final de contratação na “química” com o candidato.

As companhias têm percebido que a maior parte das demissões ocorre por dificuldades de adaptação ao ambiente e à filosofia da empresa.

Quando o candidato não está feliz na companhia, mais cedo ou mais tarde acaba saindo.

“E o processo para substituir a contratação que falhou sai caro, seja pelo custo de uma seleção, seja pelo desgaste da equipe numa troca de chefia, ou pelo atraso no cronograma que essas transições provocam”, diz o consultor de carreira e coach Nélio Bilate.

Para conquistar a vaga de gerente financeiro do Shopping Curitiba, que pertence à BR Malls, o administrador de empresas Daniel Momoli, de 31 anos, percebeu o quanto o processo de entrevista está mais complexo.

No início deste ano, precisou conquistar a aprovação de sete pessoas. “Em empregos anteriores, eu só passava pelo RH e pelo meu futuro supervisor”, compara Daniel.

Daniel Momoli, 31 anos, da BR Malls: até teste para avaliar a ética

Numa das etapas ele teve de fazer um teste de ética, com cem perguntas. “Precisei dizer o que pensava sobre uso de drogas, suborno, mentira e transgressão de regras entre a população”, recorda. “Até minha expressão corporal durante essa etapa foi avaliada.”

Imprevisibilidade

As perguntas feitas pelos entrevistadores também mudaram, com o objetivo de extrair respostas mais espontâneas.

Entram em cena questões como “Quanto você sente que controla o seu destino” e “Dê uma nota de 1 a 10 à sua felicidade”, por meio das quais os recrutadores avaliam quesitos como autoconfiança, autonomia e atitude entusiasmada ou pessimista do candidato.

Isso porque as empresas estão cada vez mais preocupadas com a qualidade do ambiente de trabalho e o impacto que as pessoas têm sobre ele. Segundo o Guia VOCÊ S/A-EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar, as 150 companhias listadas têm uma rentabilidade sobre o patrimônio de 12,7%, ante 3,5% das empresas presentes na lista das 500 Maiores & Melhores, publicada pela revista EXAME.

As empresas também querem saber se o candidato consegue equilibrar vida profissional e pessoal. “Pergunto aos profissionais como se divertem e o que fazem nos momentos de lazer”, diz Fábia Barros, gerente da Foco Talentos. “Digo que quero saber como o candidato é quando está de bermuda e chinelo.” O relacionamento familiar, aliás, ganhou lugar de destaque.

O headhunter Gilvan Delft, diretor da Page Personnel, conta que, antes de contratar, alguns clientes fazem questão que uma das entrevistas aconteça na frente da mulher do candidato, durante um jantar.

“O candidato dificilmente vai conseguir mentir quando perguntarmos se ele consegue equilibrar bem vida pessoal e trabalho e se realmente tem disponibilidade para viajar ou se mudar”, conta o headhunter.

O administrador de empresas Denício Neto, de 32 anos, foi contratado há cerca de um ano para uma vaga de executivo de atendimento e relacionamento na Totvs.

A vaga exigia habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal para vender softwares de gestão corporativa. “Para essa atividade, não basta ter o conhecimento técnico sobre o programa, é preciso falar a mesma língua dos empresários.”

Para avaliar a capacidade de Denício se relacionar, os entrevistadores fizeram perguntas sobre sua infância. “O headhunter me perguntou se fui uma criança extrovertida e se tinha facilidade para fazer amizades”, recorda o executivo.

Prova de fogo

Exemplos de perguntas que têm sido feitas nas entrevistas de trabalho e o que elas querem dizer:

SE VOCÊ TIVESSE MORRIDO, O QUE SERIA ESCRITO EM SUA LÁPIDE?

O objetivo da pergunta é fazer com que o candidato se descreva como pessoa fora do contexto profissional . Outras empresas ainda optam pela manjada “Quem é você?”.

SE TIVESSE 1 MILHÃO DE REAIS, QUE EMPRESA VOCÊ ABRIRIA?

A pergunta testa o grau de identificação do candidato com o ramo de atividade da companhia que está contratando.

DE QUE FORMA VOCÊ BUSCA AUTOCONHECIMENTO?

Em vez de perguntar se a pessoa busca autoconhecimento, a questão pede uma resposta que contenha exemplos e, assim, desmascarar os que não fazem isso.

O QUE SEUS PAIS PENSAM SOBRE SUAS ASPIRAÇÕES?

A pergunta avalia autoconfiança e o tipo de postura que o candidato foi incentivado a ter ao longo da vida. “Pessoas que recebem apoio dos pais e são incentivadas tendem a ser mais empreendedoras e independentes”, diz o coach Nélio Bilate.

NUMA ESCALA DE 1 A 10, QUE GRAU DE CONTROLE VOCÊ TEM SOBRE SEU DESTINO?

A questão testa a iniciativa do candidato, a capacidade de assumir a responsabilidade por suas decisões e escolhas e sobre o que espera realizar em sua vida.

PROFISSIONALMENTE, QUAIS SÃO AS TRÊS COISAS QUE VOCÊ MAIS SE ENVERGONHA DE TER FEITO?

O objetivo é checar o senso de autocrítica e a resistência da pessoa a frustrações.

SEU SUPERIOR SERÁ PROMOVIDO. VOCÊ QUER A VAGA DELE? O QUE VAI FAZER PARA CONSEGUIR ISSO?

A resposta do candidato vai permitir avaliar caráter, ambição e vontade de crescer. É uma forma de conhecer seu tipo de personalidade.

VOCÊ JÁ PRECISOU ABRIR MÃO DE ALGUMA COISA NA SUA VIDA EM NOME DE OUTRA?

Aqui, a partir da história contada pelo candidato, os entrevistadores vão avaliar o que ele realmente valoriza e prioriza e o quanto está disposto a ceder para agarrar a oportunidade da vaga.

POR QUE ESCOLHEU ESTA EMPRESA E NÃO A NOSSA CONCORRENTE?

O interessado vai ter de demonstrar conhecimento sobre a cultura da companhia para a qual está se candidatando. A ética do candidato é analisada, já que se observa se ele vai falar mal do concorrente.

QUAIS SÃO SUAS PERGUNTAS?

Os recrutadores esperam que o candidato faça perguntas. Além de demonstrar interesse em conhecer a empresa, quem pleiteia o posto demonstra curiosidade e vontade de aprender.

“OS CANDIDATOS MAIS JOVENS COSTUMAM TER MAIOR ABERTURA PARA O NOVO MODELO DE ENTREVISTA. OS ALTOS EXECUTIVOS TAMBÉM, PORQUE ESTÃO MAIS FAMILIARIZADOS COM PROCESSOS DE SELEÇÃO. QUEM CHEGA MAIS DESPREPARADO PARA ESSE TIPO DE SITUAÇÃO SÃO OS CANDIDATOS DE MEIA IDADE E NÍVEL MÉDIO, QUE SE MOSTRAM MAIS TRAVADOS”

Fábia Barros, gerente da Foco Talentos

Autoconhecimento

No Brasil, uma das empresas onde a busca pela “química perfeita” com o candidato é mais emblemática é a Natura. Autonomia, iniciativa e sustentabilidade são itens verificados na entrevista.

“Conta muito a capacidade de assumir responsabilidade pelas ações e escolhas que faz na sua vida e na carreira”, explica Rogério Chér, diretor corporativo de RH da Natura.

Manuela Bernis, de 39 anos, aprovada recentemente na seleção para gerente de recursos humanos da Natura, teve de responder perguntas como “Em que momento da sua vida o autoconhecimento fez a diferença?”.

Até assuntos considerados polêmicos, como religião, foram abordados. “Falar de religiosidade era um tabu para mim porque considerava uma questão pessoal”, diz ela.

Manuela Bernis, 39 anos, gerente de RH da Natura: teve de falar sobre temas polêmicos com o entrevistador

Agora, a executiva avalia positivamente o grau de abertura desde a contratação.

“Como houve muita transparência de ambas as partes, sinto que a empresa me conhece bem e eu a ela. Sinto que fui escolhida, mas que também escolhi e isso só aumenta o meu comprometimento”, diz. Em maior ou menor grau, o desejo de saber mais sobre o caráter do candidato tem aparecido nas entrevistas.

Na seleção do trainee Fábio Lima, de 27 anos, no grupo Ale, o entrevistador o questionou sobre seu alinhamento com um dos valores do grupo — o respeito pelas pessoas.

Fábio relatou um fato que até então não julgava relevante para a seleção: durante o tempo em que morou na Austrália, trabalhou como faxineiro e como entregador de pizza. “Fui destratado em várias ocasiões e aprendi na pele o que é respeito pelas pessoas.

Essa experiência valeu minha aprovação no processo”, diz. O principal conselho que ele dá para quem pretende passar por um processo seletivo é o autoconhecimento. “Seja autêntico e espontâneo, e não tente dançar conforme a música, porque certamente não vai funcionar”, avisa Fábio.

“QUANDO O CANDIDATO ESTÁ DESCONFORTÁVEL SOBRE ALGUM TEMA, INSISTIMOS. É A CHANCE DE CONHECÊ- LO EM UMA SITUAÇÃO REAL. AQUI, SUAS PROPOSTAS NEM SEMPRE SERÃO ACEITAS E É PRECISO AVALIAR A CAPACIDADE DE RESISTÊNCIA À FRUSTRAÇÃO”

Marcio Fróes Torres, vice-presidente de gente e gestão da AmBev

Como se preparar

Se a entrevista mudou, também muda a forma como o candidato deve se preparar para ela. Abaixo, as principais dicas dos consultores:

1 – FAÇA UMA REFLEXÃO PESSOAL

É importante conhecer-se bem. Para saber quais são seus pontos fortes, antes de ir à entrevista, faça uma reflexão sobre quem é você.

2 – CONHEÇA A CULTURA DA EMPRESA

Se o recrutador revelar onde é a vaga, procure se informar ao máximo não só sobre o ramo de atividade e momento atual da companhia, mas também sobre sua cultura e a filosofia.

Identifique a imagem que a empresa passa e os valores que ela espera dos seus colaboradores fazendo uma varredura na internet.

3 – USE A TECNOLOGIA A SEU FAVOR

Procure no LinkedIn perfis de líderes da companhia à qual está se candidatando. Analisar como eles se descrevem e se têm um passado profissional, que inclui empresas com um determinado perfil e filosofia, pode render informações preciosas sobre o tipo de profissional que buscam. Inscreva-se também em serviços de alerta de notícias para saber o que vem sendo publicado sobre a companhia.

4 – CONHEÇA O PROCESSO SELETIVO

Sites internacionais, como o Glassdoor.com, possuem ferramentas que permitem ler relatos de pessoas entrevistadas pela mesma companhia na qual você deseja trabalhar. Essa dica ajuda quem se candidata a postos em multinacionais, dando uma prévia da seleção.

5 – TENHA UM ESTOQUE DE EXEMPLOS

Uma vez que você identificou suas principais habilidades, e que esteja informado sobre os valores e as metas da companhia, faça um levantamento de histórias vividas por você que lhe ajudem a demonstrar que está preparado para trabalhar dentro da filosofia da corporação. Não vai ser suficiente para apenas afirmar que tem determinadas qualidades. Para ser aprovado, é preciso dar exemplos. Esteja preparado.

6 – INFORME E EXPLIQUE

Cada pergunta tem um propósito e o entrevistador vai tirar uma conclusão sobre você a partir das suas respostas. Então, cada vez que der uma informação sobre sua vida, acompanhe de uma breve explicação do porquê essa circunstância foi positiva. Isso evitará os preconceitos.

Se for informar que é filho único, por exemplo, antes que o recrutador possa interpretar que você é mais individualista, enfatize o lado positivo dessa situação, que o forçou a fazer amizades fora do âmbito familiar e se tornar mais aberto a conhecer novas pessoas.

Como se vestir para a entrevista de emprego

O ambiente de trabalho está mais informal. Até as instituições financeiras vêm abolindo a obrigatoriedade do terno e gravata. Desde janeiro, o banco Santander parou de exigir esse tipo de traje na empresa. Mas a aparência ainda conta pontos na entrevista de trabalho.

Adequação é a medida certa. “Do mesmo jeito que você vai se fazer notar se for de terno para um passeio de domingo no parque, também vai chamar a atenção se for para a entrevista vestido como quem vai para o parque”, diz André Ferreira da Silva, superintendente de RH do Santander. Os especialistas sugerem que os candidatos continuem investindo na apresentação.

No livro Casual Power, a autora americana Sherry Maysonnave lembra que a maneira de se vestir é o componente primário da imagem pessoal e tem um grande poder de comunicação. “O desafio hoje é ter habilidade para se vestir de forma casual e transpirar tanto poder, autoridade e credibilidade quanto ao usar um terno”, escreve.

Dicas de imagem:

Atraia, não distraia: fique atento à maneira como as pessoas de sucesso do seu ramo se vestem.

Cuide dos acessórios: sapatos podem comprometer todo um visual bem cuidado se estiverem sujos, estragados ou com saltos desgastados.

Tenha um bom corte de cabelo: um corte de cabelo bem resolvido economiza tempo por ser mais fácil de ajeitar.

Transmita autoconfiança: para as mulheres, um pouco de maquiagem bem aplicada está associado à atenção aos detalhes. Para homens, um belo sorriso tem o mesmo efeito.

Controle a respiração: um ritmo apressado denota estresse. Antes de entrar para a entrevista, respire profundamente. Isso vai acalmá-lo e corrigir sua postura.

Fonte: INFO ABRIL

Com salários de até R$ 4.500 e boas chances, programas de trainee abrem inscrições

GIULIANA VALLONE
DE SÃO PAULO
15/08/2010

A temporada de inscrições para os programas de trainees começa neste semestre, e muitos jovens recém-formados têm a chance de dar o pontapé inicial em seu plano de carreira. Grandes companhias do país, como AmBev, Unilever e Gafisa, contam com essa seleção para formar, mais à frente, seu quadro de funcionários do alto escalão.

“O programa de trainee é uma das principais portas de entrada da companhia. Cerca de 98% dos nossos níveis de liderança são oriundos de promoção interna”, afirma Thiago Porto, gerente de Desenvolvimento de Gente da Ambev. Na Gafisa, cerca de 70% dos atuais coordenadores de obras, gerentes e diretores começaram suas carreiras como estagiários ou trainees.

De acordo com a Companhia de Talentos, que realiza parte dos processos de seleção em nome das companhias, apenas no segundo semestre serão abertas as inscrições para 26 programas, somando mais de 500 vagas no país.

“O programa de trainee é um caminho vantajoso, uma forma de iniciar a carreira sem ter experiência prévia. As companhias se prontificam a preparar o recém-formado para o negócio da empresa”, diz Marcio Vinycius Pereira, consultor de recrutamento e seleção da Companhia de Talentos, do grupo DMRH.

A maioria dos programas treina os inscritos nas mais diversas áreas da companhia, conferindo ao profissional um conhecimento mais profundo sobre o negócio. Por conta disso, de acordo com Pereira, é comum que o trainee tenha uma vaga estratégica na empresa reservada mais à frente, “já que tem uma visão sistêmica da empresa.”

Karime Xavier/Folhapress - O gerente de projetos da Gafisa, Eduardo Rodrigues, 28 anos, participou do programa de trainee da construtora há cinco.

O engenheiro Eduardo Rodrigues, 28, participou do programa da Gafisa há cinco anos. Terminado o treinamento, foi contratado como coordenador de vendas, se tornando gerente de projetos da construtora e incorporadora cerca de um ano depois.

Para ele, o programa acelerou bastante o processo de promoção dentro da empresa. “O trainee é uma boa oportunidade, primeiro pela formação que o programa proporciona, e também pela projeção que isso gera dentro da companhia”, afirma. “Hoje, estou bem colocado no mercado. Da minha turma de faculdade, poucos têm hoje cargo de gerente.”

DICAS

Mas, com tantos atrativos, esses programas costumam ser mais concorridos que as provas de vestibular no país. Em 2009, 128.144 inscritos disputaram 10.622 vagas no vestibular da USP (Universidade de São Paulo). Na Unilever, 48.500 pessoas disputaram apenas 28 vagas de trainee no ano passado. O salário para os aprovados neste ano é de R$ 4.500.

Na AmBev, o número de concorrentes chegou a 60.133, que resultou em apenas 26 contratados.

O superintendente do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Eduardo de Oliveira, afirma que autenticidade é essencial na hora de participar de um processo de seleção como este. “Nada de querer fazer tipos ou inventar alguma coisa que não seja verdadeira”, afirma.

Além disso, o candidato deve investir em sua formação e em atividades extracurriculares, como trabalho voluntário ou experiências no exterior. Tudo para garantir um diferencial frente a tantos concorrentes. “Autenticidade num processo desses é efetivamente o que vale. E boa formação, não só acadêmica mas também o conhecimento adquirido fora da sala de aula.”

Pereira, da Companhia de Talentos, acrescenta que, além disso, um ingrediente comportamental importante para fazer a diferença é humildade. “Pode parecer chavão, mas, se você pensar bem, o cargo exige isso. Para fazer ‘job rotation’ [trabalhar em diversas áreas da empresa], respeitar os profissionais que já estão lá dentro. É importante saber que você terá de galgar degraus até atingir seus objetivos”.

Veja as empresas que estão recebendo inscrições para os programas de trainee:

ESTÁGIOS

Para aqueles que ainda não se formaram mas têm interesse em começar a trabalhar na área ou empresa de interesse, os programas de estágio são uma boa oportunidade. “O estágio e o trainee são ambos portas de entrada no mercado de trabalho, mas cada processo de seleção tem seu nível de dificuldade”, afirma Pereira.

Veja algumas empresas que também oferecem programas de estágio:

Fonte: Folha

Procuram-se criativos

A criatividade se tornou a qualidade mais desejada no mercado de trabalho. O que fazer para aumentar a sua

Francine Lima, Nelito Fernandes e Anna Carolina Lementy

Lembre-se da última boa ideia que lhe ocorreu. Ela pareceu vir do nada, durante o banho? Você deixou que ela escorresse pelo ralo e não pensou mais nela? Ou anotou, contou aos amigos e imaginou como aplicá-la em sua vida? Se você é alguém que tem ideias originais, do tipo que assustam um pouco sua família, e gosta de tentar colocá-las em prática, chegou sua hora: esses pensamentos borbulhando em sua cachola podem valer um emprego novo, um aumento ou mais negócios. Se você não se acha dos mais criativos, ânimo. Nas próximas páginas, vamos lhe dar boas razões para acender as lâmpadas aí dentro e mostrar como fazer isso. O motivo vem de pesquisas recentes feitas com os maiores contratadores do mundo.

Uma dessas pesquisas, feita pela prestadora de serviços tecnológicos IBM com os principais executivos de 1.500 empresas, de vários países, revelou que eles consideram a criatividade o fator crucial para o sucesso atualmente. Para que suas empresas consigam driblar as dificuldades e aproveitar as oportunidades, precisam de gente com ideias novas. Outra pesquisa, feita pela consultoria de administração de pessoal Korn/Ferry, com 365 dirigentes de grandes empresas só na América Latina, chegou à mesma conclusão: a habilidade de criar o novo e o diferente é a mais desejada por mais da metade dos dirigentes (56%). Ficou à frente de capacidades fundamentais, como saber tomar decisões complexas e conduzir equipes rumo a resultados. A essa altura, seria razoável perguntar por que as companhias simplesmente não treinam seus funcionários e fornecedores para ser mais criativos ou não saem por aí oferecendo aos criativos mais dinheiro. A resposta: elas tentam, mas chegaram à conclusão de que treinar ou encontrar gente criativa não é tão simples.

Os dirigentes entrevistados pela Korn/Ferry consideram a criatividade a habilidade mais rara de encontrar e também a mais dura de ensinar dentro dos ambientes de trabalho tradicionais (embora seja possível aumentar essa capacidade com o ambiente e os métodos certos, como veremos adiante). Além disso, há indícios de que as pessoas altamente criativas estejam ficando mais raras. Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que, ao contrário dos quocientes populacionais de inteligência (Q.I.), que crescem a cada geração, a criatividade vem caindo. O fenômeno foi observado pelo pesquisador Kyung Hee Kim, do College of William & Mary (uma importante universidade pública nos EUA). Ele avaliou testes de criatividade feitos desde 1958 e aplicou um deles há dois meses a 300 mil americanos, adultos e crianças. Segundo o cientista, as notas vinham subindo até 1990. De lá para cá caíram, especialmente entre crianças pequenas.

Ser criativo não é só ter ideias originais – é pensar em como torná-las realidade

Se você acha que já tem o perfil ou quer passar a se encaixar nele, ainda há um ponto que precisa saber antes de começar a ajeitar o currículo. “Criar”, tanto para os altos executivos entrevistados quanto para os cientistas que estudam o funcionamento do cérebro, é um conceito mais profundo do que “ter ideias diferentes”. Está mais para “ter ideias diferentes e utilizáveis, e ter o impulso de realizá-las”. “Criativo”, por essa visão, não é aquele sujeito maluquinho, cheio de pensamentos vibrantes e caóticos, mas pouco prático. O verdadeiro criativo trabalha. Ele pensa em como implementar as ideias e conhece os limites do mundo real, como escassez de material, dinheiro ou tempo – mesmo que seja para chutá-los para o alto.

Outras qualidades profissionais seguem em alta: ética, comunicação fluida, capacidade de análise, poder de inspirar equipes. Por que a criatividade se tornou mais desejada que todas? Nos países ricos, há o cenário do momento: uma crise que ameaça destruir as empresas menos espertas e pouco flexíveis. Pensando no planeta, incluindo o Brasil, sabemos que o mundo ficou, a um só tempo, menos previsível para quem vende e mais generoso para quem compra. Há abundância de oferta de produtos e serviços, que tendem a se tornar mais baratos. Mais empresas competem com maior eficiência por consumidores mais exigentes. As companhias precisam cortar custos e oferecer novidades de forma acelerada. O jeito velho de trabalhar não produz novidades na velocidade desejada. Vai se destacar quem conseguir criar mais e criar bem.

Um exemplo é a arquiteta Sarah Torquato, mineira de 25 anos. Em quatro anos, ela passou de estagiária a coordenadora de lançamentos na construtora MRV. Desde que começou a estagiar, Sarah depositou no banco de ideias da empresa 40 sugestões de como substituir materiais de construção por alternativas mais baratas, das quais 15 foram adotadas. Ninguém contribuiu tanto. Suas recompensas pelas ideias chegaram a R$ 40 mil, dinheiro com que deu entrada num apartamento aos 24 anos. Como uma pessoa tão jovem pode ser tão produtiva? Sarah diz que muitas vezes acordava de madrugada com uma inspiração, anotava a ideia num caderninho e voltava a dormir (leia dicas para aumentar a criatividade). “Fico ligada em tudo, o tempo todo”, diz. Alguns amigos a criticaram pela quantidade de sugestões. “Muita gente dizia: pare de dar ideias, a MRV já está rica.” A empresa diz ter distribuído R$ 1 milhão em prêmios para os funcionários por ideias que lhe economizaram R$ 80 milhões. Há ingredientes parecidos nas histórias do engenheiro químico Marcos Aurélio Detilio, que ofereceu sugestões de economia de energia aos clientes da empresa de engenharia e tecnologia Chemtech, em que trabalha, e conseguiu três promoções em quatro anos; ou de Arnaldo Gunzi, de 31 anos, que adaptou modelos matemáticos para melhorar o deslocamento de técnicos de telefonia no Recife e ganhou a oportunidade de trabalhar na Austrália; ou da chefe de cozinha Carole Crema, de 37 anos, uma das responsáveis por iniciar no Brasil a moda dos cup cakes, os bolinhos confeitados feitos em formas individuais. Criatividade é essa capacidade de ver possibilidades que os outros não enxergam e contribuir com algo original e útil.

CAMINHO NOVO - O empresário e DJ Renato Ratier em sua casa noturna, a D-Edge, em São Paulo. Se seguisse o roteiro familiar, ele seria pecuarista

Fonte: Revista ÉPOCA

Trainee ou vaga efetiva: o que considerar antes de fazer esta escolha?

SÃO PAULO – Processo seletivo concorridos e difíceis, além da possibilidade de não ser efetivado, fazem com que muitos jovens formandos tenham dúvidas na hora de decidir se participam de um programa de trainee ou se buscam uma vaga efetiva no mercado de trabalho.

Entretanto, de acordo com a consultora em RH (Recursos Humanos) do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, Juliana Saldanha, um programa de trainee pode proporcionar uma formação a mais para o profissional.

“Os processos, muitas vezes, são mais concorridos que os principais vestibulares e têm alto grau de exigência. Porém, caso a pessoa seja aprovada, ela terá uma formação a mais, sem contar que o simples fato de participar de um processo seletivo deste nível já é enriquecedor”.

Visão ampla

Ainda segundo Juliana, geralmente participantes de programas de trainee têm uma visão ampla do mundo corporativo e de suas relações, pelo fato de terem a oportunidade de passar por várias áreas da empresa.

Efetivado na área de relações com investidores do Grupo CCR, o economista Daniel Cabrera, de 27 anos, que participou do programa de trainee da empresa no ano de 2007, tem opinião semelhante.

“É um caminho para buscar um desenvolvimento de carreira com mais possibilidades, com uma amplitude maior, que, às vezes, profissionais com anos de experiência não possuem”, diz Cabrera.

Como funcionam?

No geral, explica a consultora, os programas de trainee têm duração de um a três anos e possibilitam ao jovem desenvolver projetos em diversas áreas da empresa.

No caso do Grupo CCR, por exemplo, cujo programa de trainee está com inscrições abertas até 29 de agosto, a duração é de um ano, com os contratados ficando cerca de três meses em cada área.

Antes de optar pela participação ou não em um processo de trainee, explica Juliana, o candidato deve observar os pré-requisitos e a idade limite do processo, que, segundo ela, fica em torno de 28 anos. Além disso, diz ela, quem tem dúvidas deve se informar sobre o possível local de trabalho e pensar se terá ou não disponibilidade de viajar, já que muitos programas fazem tal exigência.

Por fim, observa a consultora, os jovens devem considerar que as empresas que possuem um programa de trainee têm um plano de evolução de carreira bem estruturado, o que pode não acontecer em outras empresas.

Fonte: INFOMONEY