Carreira: você está construindo a sua imagem corretamente?

Muitos profissionais descuidam nessa área por não admitirem a importância de fatores como aparência e a capacidade de comunicação no desenvolvimento de suas carreiras.
Meridith Levinson, CIO/EUA

A construção de uma imagem positiva dentro da empresa representa uma das principais dificuldades enfrentadas pelos CIOs no que diz respeito ao desenvolvimento de carreira. Mesmo reconhecendo a importância do marketing pessoal na evolução profissional, os gestores de TI geralmente têm dificuldades em praticar ações para desenvolver essa habilidade no seu dia-a-dia.

De acordo com a especialista em imagem profissional e fundadora da consultoria de carreira Aspire, Randi Bussin, o interesse dos CIOs pelas técnicas de marketing pessoal aumentou nos últimos anos. Muito dessa preocupação deve-se ao fato de que profissionais de áreas de negócio passaram também a ser vistos como aptos para responder pelo departamento de tecnologia.

Para a autora do livro “You are a Brand” (lançado em português como “Você é uma Marca”), Catherine Kaputa, a imagem que um profissional passa a seus interlocutores é tão ou mais importante do que seu currículo. “Isso porque, no mundo corporativo, as habilidades muitas vezes vistas como secundárias são aquelas que realmente levarão alguém ao sucesso”, afirma a especialista.

Catherine explica que essas capacidades menores – que incluem saber gerenciar pessoas, cativar colegas de trabalho, a forma de se relacionar com superiores e subordinados – são o verdadeiro caminho para alcançar os objetivos profissionais. “A credibilidade transmitida durante uma entrevista ou apresentação é insubstituível”, analisa a autora.

Quanto aos obstáculos para os CIOs terem um marketing pessoal adequado, as especialistas elencam um conjunto de fatores que podem atrapalhar esses profissionais:

1. Alguns não gostam de admitir que questões práticas podem influenciar o avanço de suas carreiras.
“Muitos dos profissionais de tecnologia frustram-se ao notar que hoje as regras acadêmicas não levam ao sucesso no ambiente corporativo”, diz Catherine. Ela defende que na escola esses gestores deparavam-se com a realidade de que, se estudassem bastante, seriam reconhecidos. No entanto, segundo a especialista, no trabalho a inteligência não basta para determinar o sucesso.

2. Eles não gostam da ideia de que a aparência é importante.
Concordando ou não, a imagem de uma pessoa é estritamente ligada a sua aparência. “Existem estudos comprovando que a maneira como as pessoas são vistas pelas outras podem determinar se conseguirão um emprego, ou não, por exemplo”, afirma Catherine, que complementa: “Quem quiser ser um vice-presidente de tecnologia deve ter em mente que representará a empresa perante os diversos públicos com o qual ela se relaciona e, por isso, deverá estar muito bem arrumado.”

3. Eles não enxergam o todo, no que diz respeito a si mesmo.
Segundo Randi, para alguns CIOs é extremamente difícil identificar quais são seus pontos fortes que devem ser destacados na construção da marca pessoal. “Eles precisam ser tão detalhistas no dia-a-dia que se tornam destreinados no momento de olhar para o todo”, afirma ela.

4. Muitos não gostam de se autopromover.
A autopromoção, que representa uma das chaves do marketing pessoal, é natural para algumas pessoas, mas não para os gestores de TI. Eles precisam entender como comunicar suas habilidades e demonstrar que geram vantagem competitiva às empresas nas quais atuam.

Fonte: COMPUTERWORLD

Anúncios

Plano de carreira pode ser a solução para uma vida bem sucedida

Profissionais que trabalham com coaching, atestam que pessoas com metas bem definidas programadas têm mais sucesso profissional

As mudanças constantes no mercado de trabalho exigem dos profissionais raciocínio rápido, jogo de cintura e objetivos bem definidos. Elaborar um plano de carreira é a melhor forma para enfrentar os desafios que podem surgir pelo caminho e ter sucesso na área profissional. “Planejar a carreira é fundamental. Além de contribuir para a concretização de metas da própria pessoa, minimiza o desgaste que pode ser provocado por situações inesperadas, como desemprego ou a dificuldade de recolocação no mercado”, comenta Sergio Ricardo Rocha, mais conhecido como Dr. Vendas, atuante em consultoria empresarial e coaching.Com um plano de carreira bem definido é possível equilibrar a vida pessoal e profissional e assegurar mais qualidade para os relacionamentos familiares e sociais. Segundo o especialista, esse planejamento é necessário para avançar na vida profissional. “Sem o direcionamento adequado, fica difícil alcançar os objetivos e o resultado é o desperdício de tempo, de dinheiro e de energia. É preciso saber a hora certa para tomar as atitudes e estar sempre preparado para tomar um novo rumo e realizar seus sonhos”, observa.

Muitas vezes, frustrações profissionais são causadas pela falta de programação da carreira. Os anos se passam e não existem mudanças, várias oportunidades são perdidas e o profissional se sente desmotivado. “O coaching é um excelente método para ajudar no planejamento profissional. Esta metodologia é útil para definir metas, identificar habilidades e competências, analisar os pontos que devem ser melhorados e as limitações que precisam ser eliminadas para se obter bons resultados. O autoconhecimento é essencial nesse processo”, explica.

Com o auxílio de um coach profissional, o cliente poderá refletir melhor sobre seus comportamentos, relações e habilidades e terá maior suporte para analisar a necessidade de qualificação e o desenvolvimento de características importantes para a sua atuação no cargo que almeja. “O processo motiva o indivíduo a mudar para alcançar as metas de sua carreira. Ao mesmo tempo em que há alterações na profissão, o coachee (cliente) passa por uma evolução pessoal que deve se refletir em todas as áreas da vida. As ações têm foco nos objetivos e o direcionamento contribui para obter resultados efetivos”, afirma.

Em um primeiro momento, o coach analisará o perfil do cliente por meio da aplicação de ferramentas específicas. Após a elaboração de um mapa de competências, será dado início ao planejamento da carreira, levando em consideração os aspectos pessoais e profissionais do indivíduo. “O coaching busca o equilíbrio entre as diferentes áreas da vida. O coachee aprende a ter autocontrole, ou seja, a lidar de uma forma melhor com as suas emoções, e é estimulado a adotar novos hábitos, melhorar o seu desempenho e desenvolver aspectos voltados à liderança”, esclarece.

O livro “O que não ensinam em Harvard”, de Mark McCormack, aponta boas razões para elaborar um plano de carreira. A obra mostra que 3% dos graduandos tinha feito um planejamento para atingir suas metas, enquanto 13% tinham objetivos, mas não colocaram no papel, e 84% não tinham metas. Dez anos depois, quem tinha alguma meta ganhava duas vezes mais do que os que não tinham e os que se programaram para atingir seus objetivos ganhavam dez vezes mais do que todos os outros juntos.

Rocha ressalta que os profissionais com plano de carreira são mais ágeis, objetivos, dedicados, flexíveis, aptos a trabalhar em equipe e realizam suas tarefas com mais qualidade. Vale lembrar que as empresas dão mais valor a colaboradores que visam o futuro. “Se a organização não estiver preparada para manter um funcionário com este perfil, certamente a concorrência irá aproveitá-lo. Os coaches estão preparados para ajudar os profissionais que não sabem por onde começar, e o aprendizado deste processo terá benefícios por toda a vida”, acrescenta.

Fonte: INCEmpreendedor

Inspire-se !

Quais mudanças você está disposto (a) a realizar para se aproximar mais dos seus objetivos? Aliás , quais são seus objetivos? Você sabe e os têm bem definidos? Qual a sua missão de vida? Você acha que isso é coisa só para  Empresas?

Fique Atento!

Sua vida mudará se você conseguir colocar foco e traçar um caminho a seguir!

Carreiras: blog pode ser poderosa ferramenta de marketing pessoal

SÃO PAULO – Muito já se falou sobre as redes sociais e sua importância, quando o assunto é chamar a atenção dos headhunters. Mas a internet não se limita ao Facebook e LinlkedIn, por exemplo. Outra ferramenta poderosa em termos de marketing pessoal são os blogs.

De acordo com a diretora da área de gestão e transição de carreira da Right Management, Matilde Berna, um dos elementos mais importantes para o marketing pessoal dos profissionais atualmente é a exposição, e a internet é uma das melhores ferramentas para atingir esse objetivo.

Do lado dos selecionadores, pontua Matilde, eles analisam os blogs dos candidatos às vagas numa tentativa de compreender mais sobre a pessoa, ou seja, seu nível de conhecimento, interesses, networking e opiniões.

Currículo
No caso do currículo, a orientação é que os candidatos informem, sim, o endereço do seu blog, mas com uma ressalva: fazer isso apenas se o blog tratar de assuntos voltados à área de atuação, isto é, à expertise. Muitos utilizam os blogs para tratar de amenidades ou interesses pessoais, como hobbies. Nestes casos, não que sejam menos interessantes, mas a orientação é que se omita essa informação.

O currículo é destinado a assuntos profissionais, portanto, é mais relevante colocar as informações que liguem o candidato aos trabalhos ligados à sua área de atuação. Segundo a professora de gestão de pessoas da escola de negócios Trevisan, Tais Cristina Amaral, o que chama a atenção dos selecionadores, quando estão analisando um blog, são as opiniões que o profissional omite sobre assuntos voltados à sua área.

É possível verificar até que nível o profissional consegue aprofundar sua opinião dentro da área em que atua. Além disso, Tais observa que os textos divulgados nos blogs permitem aos selecionadores observar o quanto o profissional consegue escrever sem usar jargões, se suas opiniões fazem sentido ou se ele apenas reproduz conteúdos disponíveis na internet. Também conta a favor do profissional se ele virou referência com seu blog, ou seja, se possui muitos seguidores ou leitores.

Cuidados
Os cuidados que se deve ter ao criar um blog são semelhantes ao se manter um perfil nas redes sociais. Antes de mais nada, lembre-se sempre de que o blog é sinônimo de exposição, quer dizer, todos poderão ler o que você escrever. Portanto, tome cuidado com os textos, fugindo das opiniões taxativas e preconceituosas.

Matilde ainda ressalta que é preciso fazer pesquisas sobre o que se pretende escrever, já que o público leitor pode ser formado por outros profissionais da mesma área e que entendem do assunto que está sendo abordado.

A atualização também é um elemento importante. Ambas as especialistas concordam que é interessante ponderar, antes de iniciar o blog, se o profissional vai ter tempo e disponibilidade para atualizá-lo. “O blog é uma exposição que acontece através de informações, e essas informações precisam estar atualizadas”, explica Matilde. Na prática, um artigo ou uma informação que foi publicada poderá perder a validade, tornando necessárias novas atualizações.

Por fim, tenha objetivos claros ao iniciar um blog. Defina com precisão o que será abordado e qual sua meta com esse recurso.

Fonte: Info Money

Você sabe lidar com seu chefe? Veja os cuidados que se deve ter nessa relação

SÃO PAULO – No ambiente corporativo, os profissionais são constantemente avaliados. Portanto, é preciso observar seu comportamento com os demais membros da equipe e, sobretudo, com o chefe. Quando o assunto é liderança, há diversos detalhes na relação profissional/chefe com os quais vale a pena tomar cuidado.

De acordo com a coach executiva Daniela do Lago, antes de mais nada, o profissional não deve esquecer que todos os empregados de uma empresa, seja chefe, seja subordinado, estão “juntos para bater uma meta e gerar lucro para empresa”. Na prática, é a partir dessa premissa que se deve pensar a relação com o chefe.

Veja alguns pontos que os profissionais devem observar ao lidar com o chefe:

1. Amizade – existem dois casos de amizade com o chefe que podem ser analisados. Primeiro, quando o profissional foi contratado justamente por ser amigo do chefe, beneficiando-se de uma relação antiga. Nesse caso, Daniela lembra que, apesar da contratação, a hierarquia deve ser respeitada. “A hierarquia tem uma razão para existir”, pontua.

Portanto, apesar da amizade, a orientação é nunca esquecer que, no ambiente coorporativo, é a relação de trabalho que deve prevalecer.

Em outro caso, por conta de afinidades, por exemplo, os profissionais acabam se tornando mais próximos dos chefes depois que iniciam uma carreira dentro da organização.

Apesar de conquistar uma relação mais próxima com o chefe, a orientação permanece a mesma, ou seja, “relação profissional em primeiro lugar”, lembra Daniela. Evite, portanto, fazer comentários do que vocês fizeram ou onde foram fora do período de trabalho. Isso pode motivar fofoca e desgastar a relação.

2. Happy hour e demais confraternizações – relação mais próxima entre chefe e subordinado ajuda no fluxo do trabalho, não há o que discordar. No entanto, muitos profissionais acreditam que é preciso participar intensamente das festas e reuniões para serem notados. De acordo com Daniela, muitos profissionais perdem oportunidades, apesar de se mostrarem muito competentes no seu trabalho, por conta do comportamento em reuniões das quais participam fora do horário do expediente.

Se o indivíduo bebe demais, os chefes podem ter dúvida quanto à sua maturidade, explica Daniela, o que vai impactar diretamente quando forem cotados para uma promoção.

3. Não esqueça o seu papel – as pessoas possuem vários papéis, podendo ser, por exemplo, ao mesmo tempo, pai, filho, aluno e profissional. Na empresa o papel que deve prevalecer é o de profissional. De acordo com Daniela, os profissionais misturam os papéis e acabam prejudicando sua imagem dentro da empresa. 

4. Nem amigo, nem inimigo – parceiro, essa é a palavra. Não é preciso se preocupar em ser amigo do seu chefe para ter sucesso na carreira dentro dessa ou daquela empresa. Ser inimigo dele ou mantê-lo o mais afastado possível também não é aconselhável. A orientação é buscar uma relação de parceria, evitando os exageros e os extremos.

5. Não subestime seu chefe – cuidado ao subestimar o chefe. Mesmo que o profissional ache que seu chefe não deveria estar naquela posição, algum motivo tem para ele estar ali. “Mesmo que a pessoa pense que o chefe só chegou àquela posição porque era amigo de alguém, no mínimo, ele foi inteligente o suficiente para fazer as amizades certas”, explica Daniela.

Portanto, o profissional não deve pensar que o chefe não está sabendo de algo, ou que não vai descobrir alguma mentira, ele possivelmente descobrirá.

6. A culpa pode ser sua – caso você trabalhe com um chefe que não ouve suas sugestões, não aceita suas ideias e dificilmente lhe dá espaço, ao invés de culpá-lo, a orientação é tentar mudar de abordagem, melhorar a sua comunicação, pois o problema pode não ser ele, mas, sim, você.

Daniela explica que, à medida que os profissionais vão alcançando posições mais estratégias, menos tempo terão. Os subordinados têm de adaptar sua forma de comunicação, considerando que o chefe quer resultados e soluções e não problemas. “O profissional está lá para cuidar dos detalhes e o chefe está lá para cuidar do todo, por isso que são um time” explica Daniela.

A diretora da RMML Consultoria de Imagem Corporativa, Renata Mello, lista algumas dicas rápidas que os profissionais não devem esquecer nessa relação:

  • Respeitar a hierarquia, mesmo quando o relacionamento é bom e o chefe dá liberdade;
  • Evite comentar sobre problemas pessoais muito sérios, como falta de dinheiro, relacionamentos fracassados;
  • Seja honesto quanto aos prazos. Se não vai conseguir cumprir, avise o quanto antes;
  • Seja transparente com seus objetivos profissionais;
  • Esteja à disposição, porém, saiba colocar limites. Quando o chefe abusar, demonstre profissionalismo;
  • Jamais use a sensualidade;
  • Nunca prometa se não tiver certeza de que poderá cumprir.

Fonte: InfoMoney

Indicação é forma mais eficaz na busca por emprego, aponta pesquisa

Confira as dicas de um especialista para usar esta ferramenta da forma correta

Manter o bom relacionamento com amigos e colegas de trabalho é muito importante para a carreira de um profissional. Conhecida como networking, essa relação pode ter influência decisiva na hora de uma contratação. Uma pesquisa da empresa de recrutamento Catho mostrou que a forma mais eficiente de se conseguir um emprego é a indicação, que corresponde a 59% dos entrevistados. Essa ferramenta está à frente dos sites de classificados de vagas (11%), agências de seleção (6%), do espaço “Trabalhe Conosco” das empresas (6%), dos anúncios de jornais (5%) e das redes sociais (0,2%).

Mas os especialistas em recursos humanos fazem um alerta: manter a rede de contatos ativa e atualizada não é fácil, e é preciso cuidado para não confundir amizade com trabalho. Além disso, é importante ficar atento para evitar que a indicação não causa problemas para quem já está na empresa (veja no vídeo exemplos de quem soube usar o networking da forma correta).

Para quem está desempregado, o networking também é muito importante (corresponde a 70% das contratações), mas os sites de classificados também são bastante eficientes (corresponde a 68% das contratações). De acordo com a pesquisa, quase metade dos candidatos que se inscrevem para uma vaga por estes portais é chamada para pelo menos uma entrevista.

Sobre a pesquisa

A pesquisa sobre a Contratação, Demissão e Carreira dos Executivos Brasileiros foi realizada no mês de abril de 2011. A análise contou com a opinião de 46.067 participantes, que responderam a um formulário online com 249 perguntas, questionando sobre três dimensões da vida do profissional. Foram levadas em consideração apenas as respostas de profissionais que possuem mais de 16 anos, que trabalham para empresas privadas ou mistas e residentes no Brasil.

Fonte: EPTV

O perfil da nova liderança

Trabalhar com outras culturas e em rede virtual é uma capacidade cada vez mais valorizada

CRISTIANE CAPUCHINHO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Não basta ser chefe. Para as empresas, quem está no comando não deve apenas mandar, e sim saber liderar e antever os próximos passos no mundo corporativo.
Os traços que delineiam um líder, porém, mudam conforme o cenário socioeconômico. Ele pode ser mais focado em resultados em tempos de competitividade ou mais humano para enfrentar baixas em épocas de crise. Se esse perfil muda conforme o contexto, que competências serão requeridas de quem se prepara para assumir um cargo de liderança?

A pergunta, direcionada a consultores, diretores de recursos humanos de companhias e professores, apontou cinco características essenciais: multiculturalidade, inovação, ética, capacidade de formar redes e habilidade para aconselhar.

Consultores indicam um profissional que orientará equipes com pessoas que têm objetivos maiores do que apenas manter um emprego. “Um dos papéis mais importantes é o de facilitar um ambiente em que elas encontrem propósito”, pondera Carlos Magni, diretor de recursos humanos da IBM.

Para motivar, o líder precisará criar desafios, atentar para mudanças no mundo e estar antenado com o mercado para prever riscos, segundo Patrícia Molino, sócia da consultoria KPMG.

POTENCIAL À PROVA
Novas preocupações farão parte de sua agenda, como a sustentabilidade e a ética.
“Eles vão ter de viver com a consequência dos resultados entregues no ano anterior”, aponta Marcio Fróes, vice-presidente de gente e gestão da Ambev.

Para identificar e desenvolver futuros diretores e presidentes entre os funcionários, as empresas vão além de avaliações e planos de desenvolvimento pessoal. A tendência é aumentar o número de testes pelos quais seus talentos devem passar.

“Têm que provar com performance que podem operacionalizar seu potencial”, explica Deli Matsuo, diretor de recursos humanos para a América Latina no Google.

Rodízio por setores visa fortalecer a cooperação

Profissional deve conhecer dificuldades de cada área da empresa para compreender o sistema e seus problemas

EDUARDO LIMA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O primeiro passo de quem planeja chegar à diretoria é aprender como funciona o negócio. Para isso, empresas oferecem programas em que o futuro líder passa um tempo em cada departamento.

Um dos objetivos é melhorar a interação entre setores. “As pessoas entendem as dificuldades de colegas e criam soluções, tornando-se mais cooperativas”, afirma Vicente Picarelli Filho, 61, sócio que lidera a linha de serviços de consultoria em gestão de capital humano da Deloitte.

Ele acrescenta que o profissional pode ir para uma área crítica. “Nesse processo, faz conexões e volta potencializado para seu setor”, diz. Na distribuidora de combustíveis Ale, líderes recém-chegados passam 15 dias conhecendo todas as áreas da empresa, explica Vladimir Barros, 39, gerente-executivo de recursos humanos.

Para ele, desenvolver visão sistêmica ajuda a montar equipes bem alinhadas às estratégias da empresa. “Além disso, favorece a habilidade de fazer interligações entre pessoas e setores para atingir as metas de cada momento.”

PROGRAMAS

Alguns programas definem as áreas pelas quais o profissional vai passar e por quanto tempo. A alternância de funções pode se estender por meses e é combinada com o plano de carreira.

Na Atlantica Hotels International, o processo dura 18 meses. “O participante recebe treinamento e cumpre carga horária em outros setores”, explica Dináurea Cheffins, vice-presidente de RH.

Nos menos sistematizados, o potencial líder se envolve em projeto de maior abrangência. “Dependendo do sucesso, pode ocupar posição mais alta no futuro”, explica Willian Bull, 51, líder regional de gestão de talentos e remuneração da Hewitt.

A iniciativa de rodar pela empresa pode partir do profissional, indica Marcelo Cuellar, 33, gerente da divisão de RH da Michael Page. “Ele pode sugerir caminhos como gerenciar equipes ou cuidar de projetos ligados a áreas que exijam conhecimentos importantes para seu desenvolvimento”, explica.

DE OLHO
Júlio Paulon, 38, gerente comercial interno da Ale, participou de um programa de desenvolvimento que incluía passar três ou quatro dias em setores como o financeiro, o de crédito e o jurídico. “Até hoje, quando vejo uma mudança, peço para ficar alguns dias em outra área para aprender”, conta.

Conhecer países ajuda a conduzir times globais

Equipes virtuais e internacionais exigem capacidade de comunicação

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Saber se relacionar bem com chefes, funcionários e clientes sempre foi um dos principais trunfos de um líder. Esse papel agora ganha mais um matiz: ter flexibilidade para lidar bem com a diversidade cultural. Além da fragmentação de fronteiras nos negócios entre países e do crescimento das economias emergentes, o novo desafio é chefiar projetos realizados por times virtuais.
“Quem quer trabalhar com equipes globais tem de se importar com o outro e aprender a se comunicar com pessoas de culturas muito diferentes”, concorda Adriana Fellipelli, sócia-diretora da consultoria Fellipelli.

Ouvir e entender o outro é pré-requisito, portanto o diferencial é ser capaz de criar respostas adequadas para os mais variados públicos. “Alguns entendem que a necessidade de multiculturalismo não é só ter de lidar com a diversidade, é entender os motivos dela”, explica o professor Joaquim Sérgio Corrêa, do Instituto Coppead de Administração da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). O modo mais comum de as empresas prepararem seus talentos para isso é enviá-los para projetos internacionais.

As companhias esperam que, ao trabalhar em outro país, o líder em potencial adquira um pouco da cultura profissional local, ganhe maturidade e, assim, acelere seu desenvolvimento.
“O fato de estar em outra cultura ensina a trafegar em qualquer contexto”, avalia Carlos Morassutti, diretor de RH da Volvo do Brasil.

MOBILIDADE
Em geral, as companhias pedem para os funcionários explicitarem seu interesse por mobilidade nacional e internacional. “Quanto mais experiências tiver, mais preparada essa pessoa estará”, afirma Sylmara Requena, diretora de desenvolvimento de pessoas da Siemens.

Para o coordenador de vendas Carlos Eduardo Tibúrcio, passar três anos trabalhando na matriz da Siemens, na Alemanha, trouxe contatos importantes e mais segurança. “Faz diferença conhecer as equipes pessoalmente, aumenta o grau de confiança nelas e deles na equipe do Brasil”, comenta.

Só morar fora não é suficiente. “O profissional deve estar atento ao outro sempre. A expatriação não adiantará se a pessoa não se expuser”, alerta Fellipelli. (CC)

PARA O OUTRO
Maurício Miyaki, 37, gerente de soluções da IBM, foi mandado pela empresa para participar de um projeto de voluntariado na Índia por um mês. A missão era ajudar o governo loca la atender tribos rurais. “Fui colocado em uma situação extrema: um país diferente e com poucas ferramentas”, conta.
“Aprendi a ser mais flexível ao lidar com pessoas de vários lugares para buscar a melhor solução”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo